... E todos os dias ele lhe escrevia uma carta. Primeiro desenhava-a na cabeça, depois compunha tudo com letras e metia num papel, no computador, no telefone. Todos os dias ao fim do dia revia e escrevia-lhe uma carta. Era uma espécie de conversa. Uma maneira de o manter vivo. Já são mais de cem escritos que talvez nunca sejam lidos mas foi a maneira que ele encontrou de não o deixar morrer. Nas cartas fala-lhe como se estivessem lado a lado. Das pessoas, das comidas, dos lugares, das expectativas, do desejo... Hoje continua a escrever. Fala-lhe de tudo mas não obtém resposta. Falta-lhe a coragem. A coragem para as meter no correio ou deixar de as escrever. Não sabe a morada. Há pouco 'falava-lhe' do cheiro do outono e do que lhe lembrava um Agosto que começaria com chuva e traria à memória outros Agostos como este e outros Outonos como tantos que teriam atravessado os dois. Há, aqui ao lado, um marco do correio. Ele acha-se estranho, porque na verdade já ninguém escreve cartas a ninguém. Ele escreve. E tempos houve em que também as recebia. Debaixo da porta, em cima do armário, na parede. De perto e de longe. A última chegaria sem selo e de Paris. Está guardada ao lado destas quase cem cartas escritas. Poderão ser ridículas? Poderão. São de raiva. Desamor. Amor. São cartas que ele lhe escreve todos os dias. Uma espécie de ajuste de contas em monólogo. Escreve sem resposta. É covarde? Pode ser que sim. E talvez para se sentir protegido continua a escrever-lhe cartas. É uma maneira de se sentir aconchegado.
   
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In. Eles! (proximamente) 

... Eu não sei se já vos aconteceu, mas dei-me conta que uso nas férias estes calções de ganga, - que já antes tinham sido umas calças -  há muitos anos. Seguramente há uns sete anos. Tenho outros, mas estes andam comigo o verão todo para todo o lado. Aliás, nem sei para que meto mais roupa na mala se é isto todos os anos. Isto sim é reciclar e customizar. O resto é conversa! Também vos acontece com alguma peça de roupa?

Leonor com os seus novos Stan Smith da Adidas

Pelo sonho é que vamos,

comovidos e mudos.
Chegamos? Não chegamos?

Haja ou não haja frutos,

pelo sonho é que vamos.
Basta a fé no que temos.

Basta a esperança naquilo

que talvez não teremos.

Basta que a alma demos,

com a mesma alegria,

ao que desconhecemos

e ao que é do dia a dia.
Chegamos? Não chegamos?

– Partimos. Vamos. Somos.

De Sebastião da Gama



… Jô Caneças é a segunda mulher de Álvaro Caneças, mas aquela que tem direito ao apelido por lei. De vez em quando irrita-se que Lili o use, não só por isso, mas também, apeteceu-me sentar com ela um dia destes e conhecer um pouco mais da Jô numa entrevista que publiquei parte na minha crónica da TV Mais aquiAntes de começar o reboliço das festas do Algarve sentei-me com ela. Apetecia-me conhecer a mulher por de trás de tantas cores e extravagancia, entender porque não aceita fazer televisão e se algum dia pensou como seria a sua vida sem o Álvaro!

- Antes de tudo, fala-me lá de onde vem esta tua zanga com a Lili, que volta a estar na ordem do dia...
Olha nem sei! Aliás sei, mas não foi provocada por mim. Ela nunca me gramou, nunca gostou de mim, mas eu com isso lido bem, o que a mim me afligiu durante um tempo, foi que ela proibiu os filhos do Álvaro de me falarem, e até hoje, graças a ela não temos uma relação fluída.

- Mas o Álvaro nunca disse nada? Nunca tomou partido?
O Álvaro é um ser humano extraordinário e a ultima coisa que ele quer na vida são este tipo de problemas. É um homem com idade e sabedoria para passar aos filhos o que lhes passou, eles aprenderam o que quiserem, mas sabem que o pai nunca os desamparou...

- Mudamos de assunto. Tu és muito extrovertida, porque exageras tanto mas cores e nos padrões?
Porque gosto de ser diferente. Porque me parece um aborrecimento andar quase tudo de preto ou de outras cores repetidas Eu, pelo meu marido também andava sempre de preto, que ele adora. Mas eu gosto é de celebrar a vida com cores!

- Tu ainda entendo, mas o Álvaro onde vai buscar energia par te acompanhar a tantos ligares?
Já não vou a tantos como ia. Mas ele vai porque quer, e depois de lá estar fica contente. Sabes que esta é, também uma maneira de não envelhecer. Senão chega a casa, pega nas pantufas e fica para ali a ver televisão num lado e eu noutro... E temos tempo para isso. Faço isto por mim, mas também faço por ele.

- Tens uma casa enorme... Não te sentes sozinha?
Eu recebo muitos amigos, passo muito tempo a cuidar dela. Gosto dela. Não faço mudanças agora que não estamos em tempo disso, mas de vez em quando gosto de mudar. Um das coisas que mais gosto é encher a mesa da casa de jantar de amigos ou o jardim. Adoro ter o jardim cheio de gente a festejar comigo

-Há muita gente que se dá contigo por interesse?
Eu sei muito bem quem são só amigos, os conhecidos e os interessados, que eu sou loira mas não sou burra!

- Vives bem, nunca escondeste. Nos dias que correm, como se vive com tanto dinheiro, tentas ajudar... controlar!?
Olha não gasto tanto como gastava há uns anos, nem o Álvaro me deixava. O tempos das vacas gordas já lá vão. E ajudo muita gente, muita gente mesmo. Vou a quase todos os jantares de beneficência pagos. Aqueles onde não vês lá quase nenhuma das figuras que aparecem nas revistas, porque como é a pagar não vão. Além disso, há umas famílias que todos os meses contam comigo. Agora, não deixo de fazer a minha vida, porque por mim toda a gente tinha dinheiro e comida na mesa. Não vou andar a passar fome e toda rota para agradar. Sou assim. Não passo uma imagem diferente do que sou.

. Eu sei que já foste convidada para fazer televisão... porque é que não aceitas?
Olha, se bem te lembras aconselhei-me contigo na altura. Um dos projectos não me interessava nada. O outro era para fazer uma coisa que que critico aos outros. Um dia gostava de experimentar, mas não vou fazer só para aparecer. Vou para ter prazer e ganhar dinheiro que quem lá me mete também ganha comigo lá sentada.

- Imaginas-te sem o Álvaro?
(chora)... Não quero pensar nisso! Se acontecer, peço aos meus amigos que me vão buscar ao buraco. (bate na madeira)



... 'A cumplicidade trocada só pelos olhos. A alegria de cada vitória. As mãos dadas nos momentos mais complicados. Os medos tapados por um e outro, os medos de um, os medos de outro. Os sonhos de um, o pragmatismo do outro. As lágrimas escondidas por trás de tantos medos reveladas nas alturas de desespero. Os sorrisos escancarados e descarados só porque sim. As frustrações descarregadas sempre em quem mais se gosta. A calçada feita a quatro pés. Umas vezes segura, outras nem por isso. A rua feita quase a correr na hora de ir, e muito inclinada e quase sofredora na altura de chegar. Os risos, os jogos, as verdades, as mentiras. Os olhos do outro a procurar o outro nos olhos. As histórias contadas vezes sem conta com o entusiasmo do primeiro dia. O verão planeado e vivido intensamente como se fosse o último'... Foi com isto que sonhei enquanto voava entre Portugal e um cantinho qualquer. Acordei com um copo de café estatelado no colo! Limpei-me e escrevi isto numa nota do telefone antes de me esquecer e voltar a adormecer. Adormeci. Voei... Hei-de aterrar.

... Foi este o visual escolhido para apresentar a festa de Verão da SIC/SIC Caras. Não agradou a toda a gente, mas eu fiquei francamente satisfeito com o resultado. Calças da Zara mas customizadas por mim por mim, blazer da H&M, que já usei em muitos momentos como aqui, t-shirt que usei também aqui, sapatos CR7 e relógio Armani. Eu gostei!



... Cláudia Vieira foi a a mulher mais elegante e bem vestida da festa de Verão da SIC / SIC Caras. Um vestido à altura do acontecimento. Fluido, claro, suficientemente cerimonioso usado com a perfeição de quem já pisou uma red carpet em Cannes e adereçado quanto baste. Existiram outras, claro que sim, e falarei delas a seu tempo. Por enquanto, parabéns à Cláudia! Estava linda num vestido de Chic by Choice. Se gosta da ideia e quer repetir a elegância basta clicar aqui e quem sabe!
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