Terça-feira, Outubro 31, 2006

Era uma vez...
Era uma vez um menino perdido entre os papéis que a vida lhe deu. Um dia... muitos dias depois de ter crescido, bateu numa esquina e apaixonou-se por alguém que andava apaixonado por muitas coisas. O menino perdido, apaixonou-se. Mas o que era isso? Sei lá... acho que nem ele sabe...
O menino perdido, andou muitos dias seguidos à briga com a paixão e o apaixonado. A paixão chegou sem ser convidada, e o apaixonado veio por acréscimo a muito custo e com muito esforço. Com ele vieram todas as doenças que lhe estavam coladas à alma. Tomou um remédio e a ferida sarou. Mas não cicatrizou!
Passaram muitos outros dias e o menino perdido apaixonou o apaixonado. Brigaram com as armas que cada um tinha. Mas como a ferida não tinha cicatrizado, com o virar das estações os vérmes voltam a atacar. E preciso meter água oxigenada, betadine, algodão com álcool... mas os dias passaram e mesmo assim as feridas apareciam.
O menino perdido com vontade de sonhar e viver a paixão que chegou muitos dias depois, resolveu o problema de uma vez por toda: Amputou o lugar onde estavam as feridas. Agora os portadores das feridas não têm nada, nem pernas!

Segunda-feira, Outubro 30, 2006

Não me apetece...
Não em apetece crescer. Não quero e ninguém me obriga!
Ou será que sim? Será que alguém insiste que devo ser mais velho do que sou, que tenho que crescer, que apesar de 33 anos tenho que ter quarenta? Não quero!
Não me deixem crescer, não me apetece.
Quero brincar, brincar muito e voltar a brincar. Porquê? Porque me apetece e pronto. Há dias assim, em que a minha ingenuidade acredita que os sonhos existem e podem estar ao nosso lado.
Disparate!

Quinta-feira, Outubro 26, 2006

Vê se aprendes...
Depois de algum tempo aprendes a diferenca, a subtil diferença, entre dar a mão e acorrentar uma alma. E aprendes que amar não significa apoiar-se e que companhia nem sempre significa segurança. E começas a aprender que beijos não são contratos e presentes não são promessas. E começas a aceitar as derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança. E aprendes a construir todas as tuas estradas no hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos e o futuro tem o costume de cair no vazio.
Depois de um tempo aprendes que o sol queima se ficares exposto por muito tempo. E aprendes que não importa o quanto tu te importas, algumas pessoas simplesmente nao se importam... E aceitas que não importa o quão boa seja uma pessoa, ela vai ferir-te de vez em quando e precisas de perdoa-la por isso. Aprendes que falar pode aliviar dores emocionais. Descobres que se leva anos para construir confianca e apenas segundos para destruí-la e que podes fazer coisas num instante, das quais te arrependerás para o resto da vida. Aprendes que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias, e que os bons amigos são a família que nos permitiram escolher. Aprendes que não temos que mudar de amigos se compreendermos que os amigos mudam. Descobres que as pessoas com quem te importas mais na vida são afastadas muito depressa. Aprendes que as circunstancias e os ambientes tem influência sobre nós, mas que somos responsáveis por nós mesmos. Começas a aprender que não te deves comparar com os outros, mas com o melhor que podes ser. Descobres que leva muito tempo para te transformares na pessoa que queres ser, e que o tempo é curto. Aprendes que não importa onde já chegaste, mas para onde estás a ir. Mas se não sabes para onde vais, qualquer lugar serve... Aprendes que, ou controlas os teus actos ou eles te controlarão, e que ser flexivel nao significa ser fraco ou nao ter personalidade, pois não importa o quão delicada e fragil seja uma situacao, sempre existem dois lados.
Aprendes que heróis são pessoas que fizeram o que era necessario fazer, enfrentando as consequências. Aprendes que paciência requer prática. Descobres que, algumas vezes, a pessoa que estás à espera que te "dê pontapés" quando cais, é uma das poucas que te ajuda a levantar. Aprendes que maturidade tem mais a ver com os tipos de experiencia que tiveste e o que aprendeste com elas, do que com a tua idade. Aprendes que há mais dos teus pais em ti do que supunhas. Aprendes que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos sao parvoíces, poucas coisas são tão humilhantes e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso. Aprendes que quando estás com raiva tens o direito de assim estar, mas isso não te dá o direito de seres cruel nem agressivo. Descobres que, só porque alguém nao te ama da maneira que gostarias que amasse, não significa que esse alguém não te ame com tudo o que pode, pois existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabem como o demonstrar.
Aprendes que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém, algumas vezes tens que aprender a desculpar-te. Aprendes que com a mesma severidade com que julgas, serás, nalgum momento, condenado. Aprendes que nao importa em quantos pedaços o teu coração foi partido, o mundo não pára para que o remendes. Aprendes que o tempo não é algo que possa voltar atrás. Portanto, planta o teu jardim e decora a tua alma, ao invés de esperar que alguém te traga flores.
E aprendes que realmente podes suportar... que realmente és forte, e que podes ir muito mais longe depois de pensar que não se pode mais. E que realmente a vida tem valor e que tens valor diante da vida!
As nossas dádivas sao traidoras e fazem-nos perder o bem que poderiamos conquistar, se nao fosse o medo de tentar...
Vê se aprendes de uma vez por todas!

Detalhes que fazem a diferença...
A importância de ser amado, vê-se em tudo. Nas pequenas coisas, na roupa, no sossego, no silêncio, na atenção, no pormenor insignificante do dia anterior, numa conversa de meses que se recorda, numa mensagem, num beijo... na cama, na mesa, na rua. O amor está em todo o lado, mas está muito mais em detalhes que se mostram absolutamente reveladores! Não se esqueçam disso... para não se lamentarem depois!

Quarta-feira, Outubro 25, 2006

O MUNDO É DE LOUCOS. SOMOS TODOS MEIO LOUCOS. UNS LOUCOS DE VERDADE, E OUTROS QUE VIVEM À CUSTA DA LOUCURA ALHEIA.

Terça-feira, Outubro 24, 2006

Outra vez...

Sei que gostas de mim. Será que gostas? Será que sou aquilo porque te apaixonaste uma vez? Há dias em que fico com essa certeza e há outros em que a certeza contrária é bem mais forte.
Olho para trás e vejo-te diferente e absolutamente entregue a algo que, pelo que vejo, te fazia feliz no passado. Tão feliz que a tua cara muda cada vez que o passado te atravessa os olhos e a memória....
Se tenho ciúmes? Talvez, mas tenho sempre quando se imagina que a tua felicidade já passou por outra alma.
Se tenho raiva? Muita! porque é a luta constante da verdade e mentira, do passado e presente e porque tu não aprendes nem queres aprender. Porque achas que "já está e pronto!"... Talvez tenhas razão. Mas só talvez, porque sei que não a tens. Sei que a tenho eu, que me apaixonei nao pelo que existe agora, mas por um pacote muito mais inocente e verdadeiro.
Já aqui escrevi, que a vida por vezes é assustadoramente controversa...

Sexta-feira, Outubro 20, 2006

Se um elefante incomóda muita gente... Dois elefantes incomodam muito mais!
Não acham?

Quinta-feira, Outubro 19, 2006

O preto fica-lhes tão bem!
A certeza de que a vida nos surpreende a cada dia é assustadora. Acordamos, sentimos que pode ser um dia igual ao outro, e um simples gesto ou atitude de alguém acaba com a expectativa de um dia feliz.
Já vos deve ter acontecido, ficarem com a noção plena de que quem vos rodeia está vestido de preto, mesmo que a camisola que enverga seja azul cor do céu. O preto fica-lhes bem! Mas ficará sempre, ou apenas, quando a nuvém que os protege da maldade se evapora, e nós, comuns mortais, temos a oportunidade de os ver de forma nítida?
Tenho este maldito feitio de achar que tudo tem que ser claro e transparente, por vezes acho que estou errado, mas na grande maioria tenho a certeza de que estou certo e é assim que deve ser.
Não gosto de vestir preto. Ou melhor, não gosto que o preto que me fica bem no corpo me invada a alma e me transforme de forma negativa num nojento oportunista como tantos que encontro por ai, que se disfarçam de sorrisos e palmadinhas nas costas. Não quero receber palmadas nem srrisos. Quero que sejam transparente comigo, foda-se! Será que é pedir assim tanto nos dias de hoje?

Quarta-feira, Outubro 18, 2006

Ouve-me!
Lembras-te quando o Guincho me chamava? Ainda hoje acho aquilo um disparate. Sei, aqui entre nós, que também não estás tão feliz como pareces.
Lembras-te que me contaste coisas e fizeste ver outras a olhar para o sol a desaparecer no horizonte?!
Talvez seja altura de ires até ao Guincho e atender a um chamado dele, porque deve estar com vontade de te aconselhar. Fica só entre nós, minha querida amiga... Entre nós os três - eu, tu e os mares - e não interessa a razão.
O Guincho, e os teus Pais, exigem que sejas feliz. Os outros, são muros que derrubas com a tua dignidade. Há dias, em que todos temos que derrubar muros.
Um beijo, minha querida amiga...
A importância de ser quem sou...
Sou realmente importante! Não me dou conta disso, e não falo de popularidade - sou muito popular - já sabiam, não já!? Falo da importância do que digo nos programas por onde passo e daquilo que escrevo. Não há em Portugal, uma única pessoa que fique indiferente aos meus comentários. Uns não gostam, outros adoram, mas a verdade é que todos marcam na agenda a hora e o canal onde eu vou tecer opinião... Só esta razão, justifica a onda de opinião generalizada que se tem a meu respeito. E eu fico feliz, porque nunca trabalhei nem planeei a minha vida em função dos outros, e muito menos com o objectivo que eles gostem de mim. Faço-o com a dignidade de um grande profissional, pode doer a este, aquele e a toda a gente... mas não me dói a mim a consciência porque opino, comento e assumo a verdade das coisas. Uma ou outra vez enganei-me? Claro que sim! Uma ou outra vez excedi-me? Óbvio que sim! E sabem porquê? porque de vez em quando as máquinas também falham, e desta maneira dou motivos aos invejosos e ressabiados para falarem mal de mim.
Aqueles que realmente são inteligentes, entendem o que digo. É para esses que trabalho, e é para si que me visita e resolveu aceitar este desabafo...
Aquele abraço!

Terça-feira, Outubro 17, 2006

O reconhecimento....

No espaço de um mês, foi a segunda vez que fui convidado para falar sobre a imprensa cor de rosa num programa de rádio, em emissoras de referência. Primeiro na Antena 3 e hoje, no programa da Manhã do Rádio Clube Português.
É claramente o reconhecimento do meu trabalho, esforço e talento... Sem nenhuma modéstia, mas é também a certeza de que, finalmente, todos os pontos de trabalho se rendem a uma indústria que defendo desde que comecei a trabalhar este tema em 2001. É inegável que passado estes anos todos, e contra vontade de alguns idiotas elitistas, o mundo social e cor de rosa, é hoje um dado adquirido ao qual ninguém pode escapar.
Saber o que se passa nos bastidores da televisão, nas festas do social, nos casamentos e separações dos mediáticos, fez nascer uma indústria e criar uma série de mitos e pequenas estrelas. Este mundo do papel couchet, vai desde o relevo da relação de amor entre Bàrbara Guimarães e Manuel Maria Carrilho, à mediocridade do anunciado casamento relâmpago de Rita Egídio e Zé Gouveia. Tudo, mas mesmo tudo serve para alimentar pequena fábrica de sonhos... Eu, serei só e apenas uma peça, vocês... são o mais fundamental: Os consumidores! Não acham?

Quarta-feira, Outubro 11, 2006

Traição...

Lido muito mal com a traição. Nao sei porquê! A maioria das pessoas acaba por lidar com este estado de alma da mesma maneira que lida cm outros, com a mesma inércia e vontade de esquecer como quem suporta uma dor de cabeça ou uma saida com os amigos... Eu não!
Não considero traição, apenas o acto de trair a pessoa com quem se stá sentimentalmente. Acho até mais grave e violento a traição de um amaigo. Odeio, detesto e demoro muito a voltar ao meu estado de graça normal, quando me sinto traido por amizades, atitudes ou formas de estar.
Sou uma pessoa justa, acima da verdade. Sou um amigo acima da média e esta minha maneira de ser só me tem oferecido algumas arrelias e aborrecimentos...
Lidar com gente que tem duas caras é complicado. Eu não sou assim, não gosto de quem é e não gostava de ser assim!
A traição magoa muito, magoa tanto como a mentira. É uma coisa desonesta e é praticada quando não se tem a coragem de assumir os actos. Ninguém trai sem querer ou por acaso. Trai-se porque se é mau carácter. Má pessoa... e eu, numa questão de livre escolha, posso decidir se estou ou não rodeado de gente traidora. E eu, é preciso não me esquecer, tenho um sentido de justiça muito apurado e um sexto sentido que me diz que, mesmo sem se confessarem, tenho alguns traidores por perto...
E tu?

Segunda-feira, Outubro 09, 2006

Deixo-vos hoje um desafio:
Qual de vocês seria capaz de se sujeitar na televisão a uma mudança radical de visual e quantos de vocês gostariam de ver na televisão um espaço onde os candidatos vivessem um dia de Princesa ou principe?
Acham isso uma futiliade, um aprendizado ou um serviço justo, porque satisfaz e realiza o desejo de aguém?
Este desafo, não tem que ver com operações plásticas. Falo de mudança de visual, que como vocês sabem, é o nosso cartão de visita. O que tu vestes, a maneira como te apresetas diz muito de ti...
Aceitas o desafio?

Quinta-feira, Outubro 05, 2006



O prazer de olhar revistas...

O prazer de fazer tertúlia cor-de-rosa é altamente gratificante. Por vezes as pessoas não ficam com a noção exacta do que me divirto a fazer o meu trabalho todas as manhãs. Divirto-me por várias razões, que passam pela equipa maravilhosa que me suporta, pelos colegas de cenario com quem tenho a dança dos argumentos - destaque para a Maya - que é claramente a que me dá um maior jogo de palavras, e que faz com que este "duelo" prenda o espectador, terminando nas muitas Elsas Raposos e amigos do papel couchet que graças a eles temos temas que nos alegram a manhã e divertem quem nos vê.

Muito importante é não esquecer, que cada meia hora de tertulia passa por muito tempo de preparação, de pesquisa, de recolha de opinião, de ouvir as partes interessadas... Nao é, como muito boa gente julga, chegar, sentar e falar. É chegar todos os dias ás oito da manhã, reunir, ver o que interessa à nossa audiência, encontrar soluções de argumentos entre o director de conteúdos e a coodenadora, e tentar preparar tudo para que pareça um maravilhoso improviso diário.

Gosto do que faço. Faço-o quase há três anos, e não posso deixar de ter por este espaço um carinho especial. Se hoje sou o que sou (sou eu, alguma coisa?!) devo-o em muito à Tertulia cor-de-rosa, que é impar no seu género nos dias de hoje, foi pioneira e será sempre uma referência nos comentários de social mediático em Portugal. Aconteça o que acontecer, passe o tempo que passar, a tertúlia, o então SIC10Horas e agora Fátima, ficam na historia como o primeiro programa que arriscou fazer em televisão o que o espectador queria ver e ouvir há muito tempo. Este é um trabalho feito com o objectivo de entreter, divertir, informar e fazer sorrir quem nos vê... e graças a Deus e ao nosso talento, são muitos... Obrigado!

E tu, gostas?

Quarta-feira, Outubro 04, 2006

Saudades da escola...
Tenho saudades da escola. Estamos na redacção e por aqui fala-se dos tempos de escola... Lembrei-me de repente dos tempos de sol e chuva onde a todo o custo saltava da cama e percorria a rua de calçada a caminho da escola primária. Gostei de andar na escola, acho que na altura não tinha noção disso, mas gostei muito e o que sou devo-o claramente a algumas professoras que se cruzarm comigo e com a minha teimosia, hoje elas devem estar deliciadas quando pensam em mim, e notam que eu tinha razão... Não fui nunca um aluno fácil, nem um brilhante aluno. Era claramente o que mais de destacava na turma, por todas as razões menos as mais óbvias para um aluno de primária... Tenho saudades da escola, acho que aproveitei mal aqueles tempos. Gostava de lá voltar e sentir de perto o ambiente de quem agora brinca e se diverte com sonoras gargalhadas na mesma sala de aula e no mesmo recreio que eu. Naturalmente que agora, estão os alunos com menos inocência, mas acredito que vão muito a tempo de desfrutar das aulas e dos recreios, porque a inocência não deve ser perdida por acaso.
Eu tenho saudades!