Um dia foi assim. Apareci de repente na tua vida como a vida apareceu de repente em mim. Vou ficando sem ela muito depressa. Valerá a pena esperar pelo último suspiro, esforçar-me muito para que ele aconteça? Não gosto da morte. Não que tenha medo dela, mas porque tenho medo de tudo o que se perde com ela. Deixamos de fazer tudo o que gostamos e de um momento para o outro perdemos quem amamos. Perder quem se ama, ainda que seja complicado, é melhor que seja em vida. A morte demora muito a passar. Demora tempo de mais... Porque será que temos a eterna mania de entrar pela vida das pessoas adentro sem pedir licença e sem sequer achar se devemos ou não. Entrei devagar, mas rapidamente vi que poderia ser para sempre. Viver a vida em todo o explendor não é fácil. É um desafio. Mas não é fácil. Nem tudo corre como queremos e planeamos de véspera. Gostaria eu que sim. Gostarias tu que sim. Gstariamos todos... O que é que eu quero? Não sei. Juro que não sei. Hoje estou assim. Existo e pouco mais. Muito pouco mais que isso... Gostava de ter um cubo de vidro e enfiar-me lá dentro. Para fazer o quê? Não sei. Já disse que hoje não sei o que quero. Não sei o que sinto. Estou inerte. O que pode ser grave: Cláudio Ramos inerte!? Não. Só pode estar a brincar. Mas não estou. Não estava!
Sexta-feira, Janeiro 25, 2008
Quinta-feira, Janeiro 24, 2008
Segunda-feira, Janeiro 21, 2008
Gosto destes ténis cinzentos que tenho. Gosto da tarde lá fora a cheirar a inverno com o sol quente que me constipa. Não gosto de estar constipado. Não estou constipado! Gosto de vitamina C. Não gosto desta palpitação que tenho constante dentro de mim. Gosto do telemóvel. Gostava que ele agora desse sinal de mensagem. Gosto quando ele não toca no meio da novela da noite ou da reunião da manhã. Gosto de acordar cedo. Gosto de televisão. Gosto de estar dentro dela. Gosto deste casaco branco. Mas não gosto de não o conseguir vestir porque dá muito nas vistas. Não gosto de dar nas vistas. Não gosto de amostrás grátis. Gosto dos meus amigos. Gosto do Alentejo. Gosto da A2 que me leva para casa. Gosto de cerveja que não bebo há algum tempo. Gosto de férias. Mas não gostava! Gosto de ti porque me estás a ler e deixo de gostar já se não tens a coragem de assinar o comentário. Não gosto de gente falsa. Gosto da verdade dita pela boca e estampada nos olhos. Gosto que me escrevam cartas em papel. Não gosto qu eme encham o e mail com coisas sem sentido e videos sem graça. Gosto da manta velha que me aquece os pés nestas noites mais frias. Não gosto de cães a ladrar nem de gente a discutir. Gosto de café. Não gosto de não poder beber café. Gosto de bolacha baunilha daquelas baratas que se compram no continente. Gosto de fazer compras mas não gosto de encontrar gente conhecida nas compras. Gosto de comprar barato. Não gosto de Saldos. Não gosto de marcas nem de gente idiota que no lugar da sabedoria tem um monograma na testa. Gosto de ler e gosto de ser lido. Gosto de sexo. Não gosto de o fazer ás escuras. Gosto do meu carro. Mas gosto mais de andar a pé pela cidade. Gosto de Lisboa e do movimento que ela tem. Gosto do Chiado e gosto muito de mim. E de ti...
Domingo, Janeiro 20, 2008

Não era fã de Sushi. Na verdade nunca tinha comido. Um dia fomos ali ao Estado Liquido e no meio da habitual histeria da altura lá provei. Não me apaixonei pelo Sushi como a paixão por ti me levou a provar. Mas gostei. Um dia fomos sozinhos provar. Sem histeria. Apenas provar. Gostei muito, tanto como de ti e hoje acho que estou viciado. No Sushi e em ti. O que não é bom. Mas sabe bem. Não gosto de vicios...
Sexta-feira, Janeiro 18, 2008
Quinta-feira, Janeiro 17, 2008
Resta-me rir de mim!
Hoje tive saudades tuas quando ia, ainda de noite, para o trabalho. Sete da manhã é ainda noite, sabias?... Tenho uns ténis novos que comprei por 3 euros na H&M que achei muita graça mas que pelos vistos não agradam a ninguém, mas que me alegraram quando os comprei. No estúdio todos gozaram com os meus ténis de xadrez cinzentos e eu a achar que tinha feito a compra da temporada. Chuvia miudinho e resolvi também levar um casaco preto que não sendo brilhante me faz sorrir também. Fiz o caminho a pé com saudades tuas e principalmente minhas. Ri. Tinha saudades de rir sozinho, embora sempre tenha rido de mim e comigo, parece que de vez em quando me esqueço que me faz bem... Tive saudades tuas também ontém, que quando estavas a jantar à minha frente bem notei que o encanto do primeiro jantar e os temas de conversas eram outros. O encanto pode ser maior ou menor, depende sempre dos dias e da nossa disposição de encantar e ser encantados... mas os temas foram mais chatos. Eu estou bonito com este casaco preto e os ténis que ninguém gosta. O dia começa agora a nascer, e eu continuo a ter saudades tuas. E das tuas coisas, tanto, que por vezes esforço-me para ter saudades de coisas que ainda não aconteceram (nem sei se vão acontecer). Um dia acredito. Outro deixo de acreditar. Olha, vou guardar estes ténis que ninguém gosta e um dia eu calço os meus e tu os teus e rimo-nos do sofrimento de cada um... Dos ténis, claro! Que foram tão desprezados hoje. Resta-me o meu sorriso franco e aberto. Também já tinha saudades dele! Principalmente de me rir dele. É tão bom quando não nos levamos demasiado a sério.
Sexta-feira, Janeiro 11, 2008
Expectativa:Ter ou não ter?
Porque criamos expectativas? Talvez porque sem elas as coisas fazem menos sentido. Mas que sentido faz criar expectativas em realção a alguma coisa quando no fundo temos a certeza que tudo vai pelo cano abaixo e que aos olhos de muitos as nossas expectativas valem o que valem: nada! Honestamente não consigo viver nem passar o dia sem criar expectativas. Crio-as em relação a quase tudo. Se o café será bom! Se aquela pessoa me vai surpreender, se as calças me vão ficar bem, se vou encontrar uns ténis giros nos saldos, se vou estar muito tempo parado no trânsito, como se vão despedir ao final do jornal da noite a Clara e o Rodrigo que tem entre elas a maior das cúmplicidades que não perco nunca, qual será o episódio de hoje de "Duas Caras" se vou estar acordado a tempo de ver o Dr. House e se a Oprah me mostra hoje um programa original e não repetido daquels que já vi dez vezes... Enfim, para mim sem expectativas as coisas perdem metade da graça. Mas a graça perde-se toda quando as expectativas criadas desaparecem porque alguém decide assim. E só porque sim!
Quinta-feira, Janeiro 10, 2008
Sexo, amor e dinheiro!

... Dizem que o sexo movimenta o mundo. O Sexo e o dinheiro. Depois há quem diga que afinal o que faz isto seguir em frente é o amor. Acho, aqui para mim, que tenho a mania de dar opinião, que uma coisa sem a outra só funciona bem durante um tempo. Que para as coisas andarem bem e durarem é preciso o sexo e o amor estarem lado a lado com algum dinheiro para os gastos. Não sei o que acham vocês. Mas gostava de saber... porque além de dar opiniões gosto de saber outras. Manias!
Terça-feira, Janeiro 08, 2008
Dia de inventário...
Se me disserem pára para o balanço! Não páro. Ando desalmadamente até encontrar uma razão que me obrigue a fazer o inventário, que tanto se usa nesta altura. Estou a contas com as minhas vontades. Fechar para balanço ao fim de dois anos, pode ser bom sinal, mas deixa de o ser se o balanço não for o melhor. Nas contas do inventário, terá que haver sempre muito muito mais a receber do que a dar. Eu já não pedia tanto... se as coisas fossem equilibradas para continuar a ir com isto para a frente já era muito bom sinal. Arrastam-se mais uns tempos até porque aocntece muitas vezes com as melhores empresas, mas eu como administrador da minha preferia que o saldo fosse positivo e que não houvesse nenhuma razão para voltar a fechar para balanço...
Quinta-feira, Janeiro 03, 2008
... Como podemos ser tão frágeis? Porque temos que ser assim...? Não tenho uma resposta mas tenho uma estranha noção de impotência. Dou comigo frente ao espelho a chorar sem encontrar uma solução para os males do corpo. Do meu. Do nosso! O corpo palpita-me desenfreado de preocupação. Queria que não o fizesse mas não domino. Uma pilula atenua o que sinto, mas durante quanto tempo? Numa imagem paralela palpito mais forte porque te imagino as dores e a forma como tens que lidar com elas. Eu não consigo lidar com a dor e sei que também não é o teu forte. Rezo frente ao espelho para que o meu coração bata a compasso e que as tuas dores desapareçam num ritmo mais acelerado. As coisas andam trocadas, mas vão acabar por encaixar. Sei que vão! Peço a Deus que sim... e que daqui se tire alguma lição, meu amor...
Quarta-feira, Janeiro 02, 2008

Não me dou bem com finais do ano. Não dou e pronto! Definitivamente não é uma data feita à minha medida... Fazem-se malas, compram-se bilhetes, enfrentam-se filas, chega-se a um outro País num lugar distante, vive-se com entusiasmo o que poderá acontecer longe de tudo e todos e depois passa-se a meia noite sozinho agarrado a uma barra de chocolate Kinder. Poderia ser pior, pelo menos este chocolate é rico em leite. Dizem!
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